O nosso tempo passou...

Não adianta olhar com aquele sorriso de quem quer ganhar algo. Aqui você não tira mais nada. Nem um beijo, nem uma foda, contente-se com um abraço. Não vou cair em papo frouxo novamente. Papo de quem finge que quer alguma coisa. Estou blindado. Contra seu poder de persuasão e seu perfume.

Você vai beijar outra pessoa quando sair daquela porta e também vai dizer que o beijo dela é irresistível. Eu sei disso. Não adianta mascarar essa verdade. Essa sua insistência em achar que engana, já não funciona comigo. Eu não vou acabar com um maço de cigarro esperando que você volte.  Não adianta cerrar os olhos e nem morder o canto da boca, nesse local chamado meu corpo, você já não encosta mais.


Passou. Como os anos e os carros, o nosso tempo passou. Limite de validade ou de paciência? Demorou para que eu enxergasse. Muitos beijos forçados e conversas desinteressadas para que eu entendesse que você já não queria mais ficar por aqui e quando você tenta demonstrar o contrário, atua mal. Cena mal feita, atuação queimada. E se você tenta fazer o mesmo com outro alguém, espero que funcione. Aqui, não.

Não preciso de ninguém que não queira estar comigo. Não preciso de migalhas. Talvez entender a teoria do amor próprio pode ser difícil para alguns e até um pouco egoísta para outros, mas, aceitar pouco de alguém meu bem, jamais. 

Quero o suficiente para mergulhar, imensidão, infinito. De pessoas rasas meu passado está lotado. E você é só mais uma que passou. Como os pássaros e aviões. Talvez rápido demais. Tempo suficiente para me ensinar que de pouco nada se tira e que relacionamento é abundância: sorrisos, lágrimas e sentimento bom. Não é prisão. Se não quer ficar, que vá embora. Não alimente esse sorriso falso com medo de magoar, eu já sofri o bastante para entender que amor é liberdade e a partir de hoje, convido você à se retirar.

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